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terça-feira, 12 de abril de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
O primeiro encontro de 2011
Após meses de silêncio, estamos aqui outra vez. Em uma noite hilária, com direito crises de riso às custas da infeliz confusão hermenêutica de Fialho sobre cenas do cinema nacional (para maiores detalhes, consultar o próprio), degustamos cinco garrafas: Cuna de Piedra 2006 (Cabernet - Uruguai), Quinta do Portal 2006 (Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca - Portugal - Douro), Trapiche Pinot Noir Roble 2008 (Argentina - Mendoza - Lujan de Cuyo), um Porca de Murça (que infelizmente não anotamos a safra) e um excelente Elos 2007 da nacionalíssima Lídio Carraro (Brasil - Vale dos Vinhedos - Malbec/Cabernet).

Sem dúvidas, o mais marcante da noite foi o Elos, vinho com bom corpo, cor e aromas intensos e excelente persistência. Acompanhou muito bem o prato de beringelas gratinadas com Parma e Mussarela de búfala elaborado por André (Fialho). Um interessante corte de Malbec e Cabernet que efetivamente posiciona os vinhos nacionais na mesma prateleira dos bons vinhos da Argentina, Chile e Portugal.
Outra garrafa interessante foi o Pinot da Trapiche, que surpreendentemente se integrou bem com o carvalho (9 meses envelhecido em Carvaho Francês e Americano), o que criou uma referência diferente da que estamos acostumados em ver nos Pinots.
O cabernet Uruguaio (Cuna de Piedra) se mostrou um vinho bastante agradável. Mais puxado ao frutal do que ao amadeirado, só deixou um pouco a desejar em relação à persistência.
Os lusitanos Quinta do Portal e Porca de Murça, por sua vez, se mostraram vinhos agradáveis, ainda que sem um caráter marcante. Se posicionam mais como vinhos de acompanhamento - agradariam qualquer público em qualquer mesa de jantar - do que vinhos de degustação. Certamente têm o seu lugar.

Sem dúvidas, o mais marcante da noite foi o Elos, vinho com bom corpo, cor e aromas intensos e excelente persistência. Acompanhou muito bem o prato de beringelas gratinadas com Parma e Mussarela de búfala elaborado por André (Fialho). Um interessante corte de Malbec e Cabernet que efetivamente posiciona os vinhos nacionais na mesma prateleira dos bons vinhos da Argentina, Chile e Portugal.
Outra garrafa interessante foi o Pinot da Trapiche, que surpreendentemente se integrou bem com o carvalho (9 meses envelhecido em Carvaho Francês e Americano), o que criou uma referência diferente da que estamos acostumados em ver nos Pinots.
O cabernet Uruguaio (Cuna de Piedra) se mostrou um vinho bastante agradável. Mais puxado ao frutal do que ao amadeirado, só deixou um pouco a desejar em relação à persistência.
Os lusitanos Quinta do Portal e Porca de Murça, por sua vez, se mostraram vinhos agradáveis, ainda que sem um caráter marcante. Se posicionam mais como vinhos de acompanhamento - agradariam qualquer público em qualquer mesa de jantar - do que vinhos de degustação. Certamente têm o seu lugar.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Adaga - Cave de Pedra - Marselan 2006 - filho de cabernet com granache
Fazendo uma breve pausa nos relatos da Itália, vale a pena abrir espaço para mais um nacional. Esse vinho foi trazido por Fialho diretamente do Vale dos Vinhedos e foi aberto ontem.
Ainda não havia provado nenhum vinho feito com a Marselan, o que já tornou a experiência interessante, afinal, sabíamos que terminaríamos a garrafa um pouco menos ignorantes em matéria de vinhos.
A uva Marselan nasceu de um cruzamento da Cabernet Sauvignon e da Granache Preto. Quem é o pai e quem é a mãe, já é uma questão mais complicada.
Não sei se é em razão do nome Adaga, mas o fato é que os aromas desse vinho se apresentam realmente fatiados, em camadas. Primeiro: frutas vermelhas. Pouco tempo de taça e surge um claro aroma animal (que lembrou muito o VVV Malbec), depois algo claramente cítrico e, já no final de taça, aromas da barrica a exemplo do bom e velho caramelo.
Não precisa nem dizer que é um vinho muito agradável ao nariz.
Aos olhos se apresentou rubi límpido e com alos de evolução.
Taninos marcantes, bom corpo, mas a persistência certamente não foi um ponto forte.
É um vinho que claramente se modifica e melhora na taça. Quem tiver a oportunidade deve experimentar.
Ainda não havia provado nenhum vinho feito com a Marselan, o que já tornou a experiência interessante, afinal, sabíamos que terminaríamos a garrafa um pouco menos ignorantes em matéria de vinhos.
A uva Marselan nasceu de um cruzamento da Cabernet Sauvignon e da Granache Preto. Quem é o pai e quem é a mãe, já é uma questão mais complicada.
Não sei se é em razão do nome Adaga, mas o fato é que os aromas desse vinho se apresentam realmente fatiados, em camadas. Primeiro: frutas vermelhas. Pouco tempo de taça e surge um claro aroma animal (que lembrou muito o VVV Malbec), depois algo claramente cítrico e, já no final de taça, aromas da barrica a exemplo do bom e velho caramelo.
Não precisa nem dizer que é um vinho muito agradável ao nariz.
Aos olhos se apresentou rubi límpido e com alos de evolução.
Taninos marcantes, bom corpo, mas a persistência certamente não foi um ponto forte.
É um vinho que claramente se modifica e melhora na taça. Quem tiver a oportunidade deve experimentar.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
As últimas e as primeiras são dos Amigos - Agradecimento especial ao pessoal da Vallontano
Não é de hoje que nossa admiração pela Vallontano é explícita. Rasgamos uma justa seda ao Tannat 2005 e, tantas outras vezes, em conversas não transformadas em textos para esse blog, continuamos falando bem.
Tudo foi meio na divulgação boca a boca. Eu provei, chamei minha irmã lá em casa e ela provou, dei uma garrafa para Vicenzo, que a bebeu junto com Rogério, que, por sua vez, já havia provado lá em casa junto com Fialho.
Enfim, não foi muito difícil prever que, quando Fialho fosse ao Vale dos Vinhedos, as encomendas seriam muitas. Eu pedi uma caixa do Tannat 2005 e, despretenciosamente, informei que pelo twitter da Vallontano fiquei sabendo que seria lançado o Reserva Tannat 2007.
O que não esperava era receber a ligação de Fialho: "Velho, eles só tem mais 8 garrafas do 2005!".
A resposta: "COMPREE!!!" foi automática.
"Rapaz... mas tem o seguinte" disse Fialhão.
"O quê porra??"
"O 2007 só lança daqui a 15 dias."
"Deixe quieto, então. Depois a gente compra."
Então veio a palavra mágica: "mas..."
"Mas o quê, rapaz?"
"Eles vão nos conseguir 01 caixa!!!"
"@#*$%!!!!"
Pois é, e como não rasgar uma seda para esses caras? São bons em fazer vinhos e ainda são gente boa!
Um abraço a todos e assim que abrirmos as garrafas certamente continuaremos os ciclos de elogios.
P.S.: Fialhão... você é o cara!! Pode continuar falando mal dos EUA que eu apoio!!
Tudo foi meio na divulgação boca a boca. Eu provei, chamei minha irmã lá em casa e ela provou, dei uma garrafa para Vicenzo, que a bebeu junto com Rogério, que, por sua vez, já havia provado lá em casa junto com Fialho.
Enfim, não foi muito difícil prever que, quando Fialho fosse ao Vale dos Vinhedos, as encomendas seriam muitas. Eu pedi uma caixa do Tannat 2005 e, despretenciosamente, informei que pelo twitter da Vallontano fiquei sabendo que seria lançado o Reserva Tannat 2007.
O que não esperava era receber a ligação de Fialho: "Velho, eles só tem mais 8 garrafas do 2005!".
A resposta: "COMPREE!!!" foi automática.
"Rapaz... mas tem o seguinte" disse Fialhão.
"O quê porra??"
"O 2007 só lança daqui a 15 dias."
"Deixe quieto, então. Depois a gente compra."
Então veio a palavra mágica: "mas..."
"Mas o quê, rapaz?"
"Eles vão nos conseguir 01 caixa!!!"
"@#*$%!!!!"
Pois é, e como não rasgar uma seda para esses caras? São bons em fazer vinhos e ainda são gente boa!
Um abraço a todos e assim que abrirmos as garrafas certamente continuaremos os ciclos de elogios.
P.S.: Fialhão... você é o cara!! Pode continuar falando mal dos EUA que eu apoio!!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Wine Dinner com Massimo Battaglini - La Lupa - Salvador

Fazendo aqui um pouco de propaganda totalmente gratuita: me pareceu uma dica interessante o jantar "enogastronômico" que ocorrerá no dia 17/11 no La Lupa em Salvador.
Os pratos serão de responsabilidade dos chefs italianos da Osteria Mattiazzi - BH.
Os vinhos ficarão por conta da Adega (Tio Sam).
Pra falar a verdade, não conheço o trabalho dos chefs, mas os vinhos, se formos tirar pela última degustação que participamos na Adega - e sobre a qual vamos falar em breve -, valerão a pena. A Camila (jovem sommelier da Adega) certamente apresentará bons rótulos.
domingo, 15 de novembro de 2009
ANGHEBEN - TOURIGA NACIONAL 2005 - A enoglobalização
Um vinho brasileiro com nome que parece* alemão - que segundo Bernard se pronunciaria "Anguirraben" ou algo parecido - e 100% Touriga Nacional, a mais típica das uvas portuguesas. Alguns céticos diriam que esse vinho tinha tudo pra dar errado. Mas não. Ele é, definitivamente, um bom vinho. Taninos marcantes. Bom corpo. Baixa acidez. Boa persistência. Notas florais e herbáceas, além de empireumáticas e baunilha. Em resumo: todos os requisitos de um bom vinho.
Esse é o fruto de mais uma das experiências dessa vinícola "laboratório" que tem obtido resultados interessantes em seus vinhedos de Encruzilhada do Sul na Serra do Sudeste (RS). Somente 6.700 garrafas foram produzidas na já famosa safra de 2005.
E não se pode esquecer do preço! (+ ou - R$ 30,00). Que Matt Kramer não se sinta desprestigiado, mas vou novamente citar Lawrence Osborne - afinal, quem tem pouco conteúdo se vale da leitura mais recente. Sobre os elevados preços dos vinhos nos dias atuais, ele destaca que "esses preços são um jogo entre pessoas para quem o dinheiro é uma coisa fluida, não algo finito e avaliado com cuidado." Como a minha grana é definitivamente finita, cada vez que provo um bom vinho na faixa dos R$ 30,00 me acho levemente mais esperto do que a maioria dos ursos.
A conclusão que se chega é de que, sem dúvidas, hoje se produz bons vinhos (com bons preços) nos mais diversos lugares do mundo, o que inclui o Brasil - é bom que os preconceituosos leiam! - e com as mais diversas castas que, saídas dos seus países de "origem", propiciam resultados interessantes para os produtores e consumidores que não tem medo de arriscar.
*a verdadeira origem do nome Angheben e mais detalhes sobre esse e outros vinhos podem ser conferidos no próprio site da vinícola www.angheben.com.br
Esse é o fruto de mais uma das experiências dessa vinícola "laboratório" que tem obtido resultados interessantes em seus vinhedos de Encruzilhada do Sul na Serra do Sudeste (RS). Somente 6.700 garrafas foram produzidas na já famosa safra de 2005.
E não se pode esquecer do preço! (+ ou - R$ 30,00). Que Matt Kramer não se sinta desprestigiado, mas vou novamente citar Lawrence Osborne - afinal, quem tem pouco conteúdo se vale da leitura mais recente. Sobre os elevados preços dos vinhos nos dias atuais, ele destaca que "esses preços são um jogo entre pessoas para quem o dinheiro é uma coisa fluida, não algo finito e avaliado com cuidado." Como a minha grana é definitivamente finita, cada vez que provo um bom vinho na faixa dos R$ 30,00 me acho levemente mais esperto do que a maioria dos ursos.
A conclusão que se chega é de que, sem dúvidas, hoje se produz bons vinhos (com bons preços) nos mais diversos lugares do mundo, o que inclui o Brasil - é bom que os preconceituosos leiam! - e com as mais diversas castas que, saídas dos seus países de "origem", propiciam resultados interessantes para os produtores e consumidores que não tem medo de arriscar.
*a verdadeira origem do nome Angheben e mais detalhes sobre esse e outros vinhos podem ser conferidos no próprio site da vinícola www.angheben.com.br
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
"O vinho é 99% psicológico"
Ainda bem que Lawrence Osborne está certo (ainda que em parte), ao defender que 99% do vinho é psicológico. Depende do lugar e da companhia.
Digo que ele está certo em parte, pois não concordo com o percentual. Acho que uns 70% está de bom tamanho. Mas que existe uma influência clara, não há como negar.
O vinho é uma bebida. Isto é obvio. O que o torna diferente, entretanto, é a que ele é uma bebida múltipla, que pode assim ser bebido sem muitas pretensões, para simplesmente compor a mesa, ou ser o veículo de uma experiência complexa. Essa experiência envolve aromas, sabores e, principalmente, sentimento. Amizade, amor e, numa noite romântica... muito mais que isso.
Ontem, por exemplo, provamos 03 garrafas. Uma Etchart, Privado Cabernet Sauvignon 2008, uma Callabriga, da Casa Ferreirinha (Douro) de 2005 e um Angheben, Touriga Nacional 2005. Falaremos deles detalhadamente muito em breve, mas o que posso adiantar é que, embora o Angheben tenha se destacado, o fato é que nenhum foi, tecnicamente, um grande vinho. O primeiro, razoável e, talvez, ainda um pouco jovem. O segundo, provavelmente, já na descendente ou mesmo mal viajado - como dizem alguns – entre as cuecas sujas e meias usadas de Fialho. O último uma grata surpresa, por nos fazer ver que realmente acabaram-se as fronteiras para os vinhos – no Brasil se produz, sem dúvida, um bom vinho de nome alemão e com essa casta típica lusitana. Mas, nenhum ganhou visto permanente em nossas adegas. No máximo, visto de turista.
O que fica registrado é o momento. Esses vinhos foram o veículo de uma viajem divertidíssima em que fomos da Cuba revolucionária à Alemanha Nazista passando, de quebra, por baixo da caixa d’agua do Tomba em Feira de Santana.
A avaliação fria e técnica das garrafas pode até ser feita e ficará registrada para quem quiser usar como referência. O que o conteúdo das garrafas nos acrescentou, infelizmente, fica registrado nas nossas retentivas meio fora de órbita.
Digo que ele está certo em parte, pois não concordo com o percentual. Acho que uns 70% está de bom tamanho. Mas que existe uma influência clara, não há como negar.
O vinho é uma bebida. Isto é obvio. O que o torna diferente, entretanto, é a que ele é uma bebida múltipla, que pode assim ser bebido sem muitas pretensões, para simplesmente compor a mesa, ou ser o veículo de uma experiência complexa. Essa experiência envolve aromas, sabores e, principalmente, sentimento. Amizade, amor e, numa noite romântica... muito mais que isso.
Ontem, por exemplo, provamos 03 garrafas. Uma Etchart, Privado Cabernet Sauvignon 2008, uma Callabriga, da Casa Ferreirinha (Douro) de 2005 e um Angheben, Touriga Nacional 2005. Falaremos deles detalhadamente muito em breve, mas o que posso adiantar é que, embora o Angheben tenha se destacado, o fato é que nenhum foi, tecnicamente, um grande vinho. O primeiro, razoável e, talvez, ainda um pouco jovem. O segundo, provavelmente, já na descendente ou mesmo mal viajado - como dizem alguns – entre as cuecas sujas e meias usadas de Fialho. O último uma grata surpresa, por nos fazer ver que realmente acabaram-se as fronteiras para os vinhos – no Brasil se produz, sem dúvida, um bom vinho de nome alemão e com essa casta típica lusitana. Mas, nenhum ganhou visto permanente em nossas adegas. No máximo, visto de turista.
O que fica registrado é o momento. Esses vinhos foram o veículo de uma viajem divertidíssima em que fomos da Cuba revolucionária à Alemanha Nazista passando, de quebra, por baixo da caixa d’agua do Tomba em Feira de Santana.
A avaliação fria e técnica das garrafas pode até ser feita e ficará registrada para quem quiser usar como referência. O que o conteúdo das garrafas nos acrescentou, infelizmente, fica registrado nas nossas retentivas meio fora de órbita.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Vallontano Tannat 2005
O Tannat da Vallontano é o que pode se chamar de um nacional de peso. Um vinho que não poderia receber um adjetivo mais adequado do que simplesmente: complexo.
Fino mas sem frescura. Encorpado mas sem dureza. Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás. Me desculpe a ala feminina, mas esse é um vinho pra homem.
O mais impressionante é que, antes de ir ao Vale dos Vinhedos, busquei pesquisar um pouco mais sobre os vinhos nacionais e não vi grandes referências a essa vinícola, muito menos a esse Tannat. É impressionante como mesmo aqui no Brasil ainda estamos tão vinculados ao lugar comum quando tratamos dos nossos próprios vinhos.
Uma informação que não se divulga, por exemplo, é que a Vallontano, por enquanto, é a única vinícola nacional que é comercializada pela Mistral.
Ed Motta também merece crédito ao ser precursor em reconhecer o valor desse vinho.
Fiz questão de abrir uma garrafa com Rogério e Fialho que podem futuramente passar as impressões que tiveram.
Nesse momento transmito somente as minhas. Violáceo intenso e pouco brilhante. No nariz é surpreendentemente rico em uma mistura forte de café e couro. O paladar corrobora o que é antecipado pelo aroma.
Um ótimo vinho.
Fino mas sem frescura. Encorpado mas sem dureza. Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás. Me desculpe a ala feminina, mas esse é um vinho pra homem.
O mais impressionante é que, antes de ir ao Vale dos Vinhedos, busquei pesquisar um pouco mais sobre os vinhos nacionais e não vi grandes referências a essa vinícola, muito menos a esse Tannat. É impressionante como mesmo aqui no Brasil ainda estamos tão vinculados ao lugar comum quando tratamos dos nossos próprios vinhos.
Uma informação que não se divulga, por exemplo, é que a Vallontano, por enquanto, é a única vinícola nacional que é comercializada pela Mistral.
Ed Motta também merece crédito ao ser precursor em reconhecer o valor desse vinho.
Fiz questão de abrir uma garrafa com Rogério e Fialho que podem futuramente passar as impressões que tiveram.
Nesse momento transmito somente as minhas. Violáceo intenso e pouco brilhante. No nariz é surpreendentemente rico em uma mistura forte de café e couro. O paladar corrobora o que é antecipado pelo aroma.
Um ótimo vinho.
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